Arte: Vanessa Adegas Roese.
Parceria não é desaparecer no outro.
Nem ajustar sua forma
para caber no que o outro suporta.
Relações maduras não exigem redução.
Exigem presença.
Presença de dois centros.
Dois desejos.
Duas histórias que não precisam se apagar
para coexistir.
Quando alguém precisa se diminuir
para manter a harmonia,
o que existe não é parceria,
é adaptação.
E adaptação constante cansa.
Desgasta.
Apaga.
Parceria não evita conflito a qualquer custo.
Sustenta diferença sem ruptura.
É diálogo, não submissão.
Porque onde um precisa deixar de ser
para que o outro permaneça confortável,
não há encontro, há estratégia.
Há silêncio.
E silêncio, quando custa a própria verdade,
não é paz.
Quem é a colunista do Desvendando a Psiquiatria?
Vanessa Adegas Roese é médica psiquiatra (CRM 22011 / RQE 12908), com quase duas décadas de atuação clínica.
Atua na psiquiatria clínica e na psicoterapia, sustentando
uma prática que integra diferentes dimensões do cuidado psíquico.
É fundadora da CLINSAM, clínica de saúde mental, onde sua abordagem se materializa na prática clínica.
Sua trajetória articula medicina, arte, em múltiplas expressões, filosofia e investigação direta da experiência psíquica, sustentando uma abordagem que ultrapassa modelos tradicionais e propõe uma leitura mais profunda do sofrimento e das relações humanas.
É idealizadora do projeto Desvendando a Psiquiatria, voltado à construção de conhecimento acessível e consistente sobre os processos psíquicos, para além do consultório.
Sua escrita transita entre rigor técnico e sensibilidade, abordando temas como identidade, vínculos, ética contemporânea e individuação.
Ao longo de sua formação e prática, construiu um percurso amplo, que inclui estudo contínuo formal e autodirigido e observação clínica de milhares de atendimentos.
Optou por uma construção autoral, não restrita a percursos acadêmicos formais, sustentando uma prática independente, baseada na experiência clínica, no aprofundamento teórico e na responsabilidade ética.
“Psiquiatra das Almas” é uma expressão autoral que nomeia sua forma de compreender o sofrimento humano: com profundidade, responsabilidade e compromisso com a verdade possível de cada sujeito.




